Demiurgos: a convocação

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As instituições estão todas corrompidas. Precisamos dar um basta. Afinal somos persas ou não somos. Ou temos sangue de barata.  O estamento todo está corrompido. Estes que aí estão, ocupando os mais relevantes cargos da nação, não nos representam. Portanto, não há mais diálogo. Não podemos estender a mão a eles em busca de reconciliação. Esses traidores da pátria merecem nossa ojeriza e nosso asco.

O sistema todo está corrompido. Por esse motivo não mais podemos aceitá-lo. O elenco todo tem de ser renovado. A nação necessita livrar-se desses corruptos. Todos temos de lutar em prol desse fim. É um imperativo categórico. Nada de nos reunirmos com eles em busca de uma saída. Nada de nos sentarmos com eles para chegarmos a acordos. Não podemos fazer isso. Chegar a um termo com essa corja é compactuar com eles. Será o fim. Não podemos permitir que escapem de nossas mãos.

Não podemos continuar de joelhos! Vamos manter a coluna ereta! Chega de ficarmos curvados de tanto levarmos esses salafrários nos ombros. Basta de vergarmos diante de tanto desmando. A corrupção mata, minha gente! A corrupção mata!

O Estado, as instituições e as leis foram transformados em mecanismos cujo único intuito é proteger os bandidos aboletados no poder. Prevaricar é a nova lei do atual estado das coisas, é sua única lei. Temos de apeá-los já.

Esta democracia que aí está é uma farsa. Não merecemos esses representantes que representam apenas a si mesmos. Não são nossos iguais, não são nossos semelhantes. Não são persas. Essa gente nos pilha e nos envergonha. Essa gente nem gente é.

Somos honestíssimos. Somos honradíssimos. Os que hoje nos governam converteram-se em outra coisa. São o antipovo. São o nosso avesso. Odeiam-nos, escarnecem de nós. Veem-nos como carne para seu churrasco. O estamento burocrático é o inimigo. Levantei-vos contra ele. O atacai onde for, onde quer que o encontre. Eles não merecem paz. Pelas dores e angustias que criaram, definitivamente, não merecem paz. Eles são o vírus em um corpo são. Tratemos de curar a Pérsia. Não se dialoga com um vírus, elimina-se!

Chega, persas! Chega! Basta de sermos cumplices de nossos carrascos! De jogarmos gasolina na fogueira que nos consome!

Nós, persas, somos bons por natureza, o estamento é que nos corrompe.

Aríetes da Pérsia, libertai-vos!

O suor de vossas testas não mais deve ser o licor da festança deles.

Não apertem a mão desses honoráveis patifes. Escarrem em suas caras.

Basta! Basta! Basta!

É hora de dar um murro na mesa!

Aríetes da Pérsia, uni-vos. Pois, nada tendes a perder a não ser vossos grilhões.

 

Anêmico Lacerda

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