O deus e a fantasma (cap.7)

– Agora vão bancar as vítimas! Como sempre. Sempre a mesma nota! Isso não passa de toleima e vagabundagem! O mundo é construído com esforço e com sacrifício e não com mordomia e preguiça. O tempo de ficar sestando em uma rede sob as copas das árvores acabou e tem tempo! Passou da hora de […]

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O deus e a fantasma (cap.6)

Aparecida não ficou na manifestação, se dirigiu para a grande torre. Intuía que assim devia ser. Os inúmeros seguranças permitiram sua entrada e foi informada pela recepcionista que dom Apolo a aguardava para uma conferência. Chegou à sala de reunião. Uma enorme mesa feita de madeira nobre ocupa o centro do recinto. Apolo está em […]

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O deus e a fantasma (cap.5)

Aparecida sente-se diferente, não precisou propor às dores um armistício temporário. Elas simplesmente não se fizeram presente no campo de batalha, seu corpo. No caminho para o trabalho estranhou a confusão que tomava a cidade. Presenciou a queda de uma garbosa estátua. Ficou curiosa, procurando saber de quem é para saber o motivo dela ir […]

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O deus e a fantasma (cap.4)

Apolo está levemente aflito, não compreende o que se passa. Qual o motivo da balburdia, da arruaça? Logo, aqui, no Éden. Do nada e sem motivo algum as manifestações, os protestos tomaram as ruas de sua metrópole até então eficiente, pontual e ordeira. Não lembra mais um relógio suíço ou o sistema metroviário alemão. Assemelha-se […]

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O deus e a fantasma (cap.3)

Sina de pelejar e de sofrer, o que há de se fazer? A ordem do mundo é essa. Deus e sabe-se lá mais quem quis assim. Se ao menos já tivesse renda de aposentadoria ajudava. Provação, provação. Não há remédio. Não há remédio para essa vida e nem para as dores. Elas zunem, latejam e […]

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O deus e a fantasma (Cap.2)

É preciso uma esplendida torre como esta para ter um razoável distanciamento do que vai lá em baixo, na sociedade, uma distância panorâmica para compreender o quadro geral. Sou uma harpia enxergando das alturas as vastidões, meu olhar telescópico vê tudo, vê o futuro. Ao contrário dessas galinhas ciscadoras que foram feitas para bicar o […]

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O deus e a fantasma (cap.1)

Estufa o peito, admira-se diante do enorme espelho em seu magnífico escritório, a sala do trono onde seu ego se autocoroa diariamente. Gosta da imagem refletida. Aproxima-se dos setenta anos, contudo, não parece. Seus médicos lhe dizem que seus exames equivalem ao de um indivíduo com duas década a menos, o mesmo lhe assegura o […]

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Empoderada (cap.8)

– Não esperava isso de dona Antônia, não esperava mesmo. Aquele monte de voltas para perguntar se eu sabia alguma coisa do roubo. Demorou para eu atinar para a coisa. Só disse: o que a senhora quer dizer com isso? Aí, dona Antônia falou que não era para entender mal, pois quem sabe eu podia […]

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Empoderada (cap.7)

– Então, no dia seguinte a dona Ângela, mulher do seu Euclides, tocou a sineta. Tinha uma bronca danada daquela sineta, nunca chamava a gente, só usava a tal da sineta. A criatura não tem boca não? Essa mania de sempre economizar língua. E a gente por acaso é gado para ser chamado desse jeito. […]

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Empoderada (cap.6)

– Então, o delegado me chamou e perguntou de onde vinham meus proventos. Que raio é isso, perguntei. O doutor delegado repetiu a pergunta, só mudou a palavra. Perguntou de onde vinha minha renda. Disse que do meu trabalho na casa do seu Euclides. Então, fui informada que meu salário não vinha do seu Euclides, […]

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